|
Como começamos a utilizar o mármore...
Foi a Cultura
Grega que passou a ditar novos padrões, o desenvolvimento
do comércio, a cidade-estado se organizando
e transformando uma nova Era de prosperidade.
E como marco que simbolizou os principais pontos de
apogeu das grandes mudanças da história
da humanidade, marcadas pelos diferentes Períodos,
o homem, sempre se destacou na utilização
do Mármore.
Verifiquemos
que no 3o. e 4o. milênios aC. encontramos os
monumentos, culto legado aos mortos, na forma do sinal
da “pedra horizontal colocada sobre pontos verticais”.
Nas dinastias do antigo Egito, bem como nas inúmeras
Pirâmides, (testemunhado por escavações
e estudos paleontológicos) são encontrados
blocos de Alabastro e diversos Calcários Marmíferos.
No Período Arcaico (por volta de 750 aC.) houve
a grande expansão do mundo grego pelo Mediterrâneo
e região do Mar Negro.
Verificou-se o aumento do comércio, a participação
da política nas comunidades, o florescimento
cultural, a poesia lírica, os jogos pan-helênicos,
o culto as divindades teológicas (os deuses),
enfim toda essa riqueza fora simbolizada pelas Estátuas,
Monumentos e Templos, sempre eternizados pelo homem
na utilização dos Mármores.
Não se poderia deixar de citar, na antiga Grécia
os Mármores de Parthenon , onde temos a Acrópolis,
o grande monumento da glória ateniense, construído
por Pérecles (em 447 – 432 aC.).
Em seguida vemos o período Greco-Romano.
O Mundo Grego e também o Império Macedônico
deixam de ser o centro dos acontecimentos.
É o Império Romano expandindo suas fronteiras
e, (em 27 aC.), e por outro lado, vemos tanto a Grécia
como a Macedônia passarem a ser simples províncias
do Império Romano.
Todavia, no Império Romano o Mármore
teve seu período de expansão ainda maior.
Durante o período de governo do Imperador Vespasiano,
num Decreto do Senado Romano (ano 71 dC.) estabelecia
normas para demolições e construções,
relativo a utilização de Mármores.
No (ano 660 dC.), Roma teve sua primeira importação
de Mármore grego trazido da Ilha de KYOS, para
a construção de uma residência
consular – tratava-se do mármore Giallo
Ântico.
O mármore era amplamente utilizado na ornamentação
de Edifícios (ornamentos de arquitetura), elaboração
de estátuas, colunas, vasos, tanques e objetos
requintados para ostentação de riqueza.
No Império romano se estabeleceram as leis
que determinavam quais os Escravos e Cristãos
eram condenados aos trabalhos nas minas de extração
de blocos.
Foi também naquele período que o Império
Romano estabeleceu por Decreto, as categorias de profissões
nos trabalhos das jazidas:
- Extratores de Blocos
- Esquadrejadores
- Lapidadores (aparelhavam o acabamento)
- Polidores (lustravam o acabamento final)
- Musivistas (trabalhavam na montagem de peças
e pisos feitos com pequenas
pedrinhas – MOSAICOS feito com tesselas), surgindo
daí
inúmeras Obras na forma de “opus tessellatum”,
cujos destaques
arquitetônicos podemos verificar em vários
edifícios construídos
no período Neo-Clássico, ainda existentes
no Brasil, (ex. Palácio
Campos Elíseos e Edifício Escola Politécnica
– CEETPS – SP.)
- Escultores – pessoas que esculpiam peças,
estátuas, esculturas etc.
O Império Romano foi também o precursor
na história do mármore, a elaborar o
mapeamento das regiões marmíferas do
Mediterrâneo, que compreendia o Oriente Médio,
Ilhas Gregas e o Território Italiano.
Como podemos verificar, existe muitas razões
para continuarmos utilizando o mármore, pois
forma um passado histórico muito rico e pleno
de recordações gloriosas que enobrece
e transmite inúmeros valores, eternizados ao
longo da humanidade.
Vamos continuar fazendo parte da história,
eis a razão porque continuamos utilizando o
mármore em nossas residências. |
|
|
|